festival-brasileiro-da-cerveja

Imagem: Divulgação

Pode parecer mentira, mas não é. Sou blumenauense e este foi o primeiro Festival Brasileiro da Cerveja que participo. Chegamos (eu e minha namorada) bem cedo na sexta-feira,  por volta das 19h30.  Pensamos que dessa forma conseguiríamos dar uma olhadinha com mais calma e tranquilidade em todos os stands e provar as cervejas mais interessantes e atrativa aos olhos. Ledo engano. Pouco mais de 40 min depois as mesas já estavam praticamente todas ocupadas e havia muita movimentação pelos corredores. Não sou conhecedor de cerveja e não sei explicar a diferença de produção entre uma Pilsen e uma Pale Ale, apesar de sentir a diferença no sabor, portanto vou descrever um pouco da minha primeira experiência no Festival. :]

O Primeiro passo foi o reconhecimento de território, uma volta por toda a área do Festival. Haviam comidas ao fundo, dois palcos para apresentações e cervejas por todos os lados.  Reconhecimento feito era hora de degustar!

Um dos micos da noite foi na hora de pedir um sanduíche de costela com batatas rústicas e tentar pagar com dinheiro de verdade. O Festival possuía uma moeda oficial, o Ninkasi, e eu não sabia (haha!). O Ninkasi tem o mesmo valor do real (1 = 1) e estava a disposição em diversos valores como N$ 1,00; N$ 2,00,  N$ 5,00 e N$ 20,00. Troca efetuada e alimentados, seguimos em frente. Afinal, não é bom beber de barriga vazia. Não é mesmo?!

Os valores praticados pelas cervejarias e pontos de alimentação eram os mais variados. Hambúrguer e lanches de N$ 12,00 a N$ 25,00 e a degustação (equivalente a 100ml) variava de N$ 2,00 a N$ 7,00 (critério de cada estabelecimento). Achei justo os valores aplicados.

Não definimos nenhuma lógica ou padrão.  E a minha primeira vez foi com uma Belgian Blond Ale (ui!). Apesar de toda a explicação e empolgação aqueles 100ml não foram os melhores que já provei. Mas gosto não se discute e continuamos conversando, tentando entender e experimentando outros sabores.

Ah! Detalhe importante (pelo menos pra mim) achei muito bacana e inteligente os copos laváveis e os barris com torneira com água para lavação. Não sei se existiam nas outras edições (acredito que sim), mas curti e me molhei algumas vezes. Afinal, a cada experimentação de uma nova cerveja, uma nova lavagem dos copos (haha).

Seguindo a falta de lógica, a próxima degustação foi um sabor mais leve e cítrico.  Porque não?! Experimentamos uma Sicília Witt, da Cervejaria Sambaqui.
– Cerveja de trigo com raspas de limão siciliano, coentro, gengibre, noz moscada. Sabor refrescante, com leve acidez, corpo leve e final condimentado. Disse o que o rapaz barbudo e simpático que nos atendeu.
Uma cerveja com sabor e aroma de limão mais marcantes e totalmente diferente da anterior. Realmente refrescante. Quem curtiu mesmo foi minha namorada.
-Nem parece cerveja!
Disse ela, numa avaliação precisa e sincera.

Mais algumas voltas.  Alguns conhecidos pelo caminho.  Um deles, que fabrica a sua cerveja artesanal em casa, comentou que este é o ano das amadeiradas, escuras (ele tinha na mão um tubo de ensaio com uma cerveja extremamente escura e leve aroma de caramelo, hah!). Experimentamos também. Era uma cerveja bastante encorpada, com notas torradas que lembram café, chocolate e amargor equilibrado com notas carameladas do malte.

Todas as descrições fazem parte das conversas e explicações do processo de produção e o mais legal é que ao provar fazem sentido no paladar!

Ganhamos até uma degustação grátis aqui e outra ali. E aos poucos percebemos que o local já estava cheio.  Algumas pequenas filas se formando, mas tudo dentro da devida ordem e dentro da normalidade. Sentamos e com o guia impresso em mãos fizemos um sorteio para escolher a próxima rodada da noite.  Escolhemos uma com nome estranho, a Weird Barrel Brewing Co. (Estranho = Weird. Entenderam? hã? hã? :P). E a cerveja selecionada dentre tantas opções foi a Bad LUCK, uma Fruit Beer com morangos, amoras, framboesas e pitangas. Não nos agradou muito, mas sim, ainda tinha gosto de cerveja.

Nosso paladar já não estava mais tão aguçado como quando chegamos e então partimos para uma saideira com uma cerveja dos deuses. Uma tradicional Pilsen, da Asgard Cervejaria (Pegou a referência nerd? deuses, Asgard, Thor? Ah! deixa pra lá).

Toda a experiência realmente foi muito boa e com certeza saímos mais felizes do que quando chegamos. Para o próximo Festival pretendemos nos programar melhor e quem sabe até fazer uma lista do que experimentar por dia, talvez por escolas, categorias, teor alcoólico ou pelo IBU (a escala do amargor da cerveja). Viu? Pra quem não sabia nada de cerveja realmente foi uma experiência e tanto!  E você, de quantos festivais já participou? Compartilha aí com a gente!

Comentários

Pin It on Pinterest

Share This